Foi quando o vazio se pôs cheio

Coletiva

11/12/2014 à 06/03/2015

A exposição “foi quando o vazio se pôs cheio” é dedicada ao desenho brasileiro e reúne obras de artistas modernos, que figuram em todos os compêndios da história da arte brasileira – Alberto da Veiga Guignard, Ismael Nery, Flávio de Carvalho, Loio-Pérsio e Mira Schendel –, e contemporâneos – Jorge Guinle, Paulo Monteiro, Raul Cruz, Lilian Gassen e Rodrigo Dulcio. O título da exposição faz referência à condição autônoma do desenho, quando este suplanta o estado de meio auxiliar às outras linguagens – a pintura, a arquitetura, o design, a escultura –, e volta-se para a promoção de sua própria realidade. São absolutamente fantásticas as iniciativas artísticas promovidas, especialmente pelos artistas modernos, visando objetivar substância de realidade a uma produção confeccionada por linhas e traços. Neste intento, os trabalhos artísticos capturam fatos que na ordem da produção se apresentavam, ou se apresentam, como inexistentes, ou como falhas, ou expressões de ausência – o vazio da página ou ao branco do papel –, para envergá-los da condição de protagonistas na poética moderna. Também alude aos períodos mais recentes – o cenário contemporâneo – onde a experiência poética com o vazio trafega em direção ao “cheio”: espaços vazios que nascem por obra de “cheios” ou espaços “cheios” que são fruto do vazio.

SOBRE OS ARTISTAS

Lilian Gassen nasceu em Cascavel, Paraná em 1978. Licenciada em Desenho pela UFPR em 2000, e em Artes Plásticas em 2001. É Mestre em História também pela UFPR. Integrou o grupo Pipoca Rosa, participando com o mesmo de várias coletivas como no MAC-PR (2000 e 2004). Também realizou exposições individuais como 328.954,32. Galeria Casa da Imagem. Cuririba (2014); Belvedere. Solar do Barão – Bolsa Produção. Curitiba (2009); Observatório. Museu Metropolitano de Arte. Curitiba (2004). Participou ainda de coletivas importantes como a Reabertura do MUMA. Museu Metropolitano de Arte. Curitiba (2012); Exposição coletiva. Galeria Casa da Imagem. Curitiba (2011); O estado da arte. Museu Oscar Niemeyer. Curitiba (2010); O corpo na Cidade. Solar do Barão. Curadoria de Paulo Reis (2009); Houston, we've had a problem. Galeria Casa da Imagem. Curitiba (2009); Mais Perto. Galeria Ybacatu. Curitiba (2006); Desenhos. Musa. UFPR (2005); A matriz e a linguagem. Museu da Bibliotéca Cordoba. Cordoba na Argentina (2004); nome. Casa Andrade Murici. Curitiba (2014).

Marco Giannotti nasceu em 1966, em São Paulo, cidade onde vive e trabalha atualmente. Em 1988 concluiu o bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (USP), em 1993 tornou-se Mestre em Filosofia e em 1998 recebeu o grau de Doutor em Artes Plásticas, ambos pela USP também. Dentre as suas exposições individuais estão: “Os sete dias da Criação”, I.C.I., Buenos Aires (1990). “Fachadas”, MASP, SP (1993). “Fachadas”, Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre-RS (1994). “Cárcere”, Paço Imperial, RJ (1996). “Cromos”, Galeria São Paulo, SP(2007). “Circuitos”, Paço das Artes, SP (1998). “Passagens”, Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP (2007). Participou também de exposições coletivas importantes, como por exemplo: II. Bienal de Cuenca, Equador (1987). “6 X Brasil”, Galerie Raue, Bonn, França (1989). “Panorama da Arte Atual Brasileira-Pintura”, MAM, SP (1989). “ Brazil Projects 90”, Municipal Art Gallery, Los Angeles / MASP (1990). “Arte Contemporânea Brasileira”, Liljevalchs Konsthall, Estocolmo (1991). “Arte Brasileira: A nova geração”, Fundación Museo de Bellas Artes, Caracas (1992). “ IV. Bienal de Cuenca”, Equador (1994). “Quase nada”, Nassauicher Kunstverein Wiesbaden, Alemanha (1998). Galeria Casa da Imagem, Curitiba-PR (1999). II e II Bienal do Mercosul , Porto Alegre-RS (1999/2000).“Heterodoxia”, Memorial da América Latina, SP (2004). “ Casa: uma poética do espaço”, Museu da Vale do Rio Doce, Vitória-ES (2004).

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